Adans Jefferson Blog


MAM expõe Obras de Duchmap

Mostra trará peças do francês que redefiniu a Arete

 

 

O Museu de Arte Moderna (MAM) abre, no dia 28, a mostra Duchamp: Uma Obra que não é uma “Obra de Arte”, que exporá 120 peças do artista francês que revolucionou o conceito de arte.

 

Até Duchamp, valorizava-se, predominantemente, o talento e a habilidade do artista. Ele revoluciona quando aponta (com seus ready-mades) a idéia por trás da obra como o mais importante a ser admirado. Assim, a arte não só deveria ser admirada, mas, também, decifrada.

 

Apesar da nacionalidade francesa, Duchamp só conseguiu notoriedade nos Estados Unidos, onde morreu vítima de embolia, em 1968.

 

A mostra vai até 21 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h. Os ingressos custam R$ 5,00.



Escrito por Adans Jefferson às 14h21
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Vazamento de Mercado

 

 

O vendedor de amendoim e doces Fábio Cerqueira dos Santos, de 24 anos, é mais um dos brasileiros que abandonaram as jornadas de trabalho no mercado formal e foram para as ruas, engrossando o comércio ilegal. Enquanto preparava seus amendoins em seu carrinho, na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, ele falou um pouco das particularidades de seu trabalho como ambulante.

 

AJ: Fábio, há quanto tempo você trabalha aqui na Avenida Paulista, vendendo o seu produto?

FBS: Há três anos.

AJ: Antes de trabalhar como ambulante, você já trabalhou exercendo alguma função no mercado formal?

FBS: Trabalhei.

AJ: E o que o levou a deixar a formalidade para trabalhar como ambulante?

FBS: É que aqui se ganha mais dinheiro, entendeu? E, também, não se é tão escravizado, como acontece quando se trabalha numa empresa comum. Aqui, eu faço o meu horário e tenho mais liberdade; por isso, vim para cá.

AJ: E por que você escolheu este tipo de produto para vender?

FBS: Quando se vende coisas como DVDs piratas, objetos ou roupas, a fiscalização fica mais em cima. Quando o produto é algum tipo de comida, eles não pegam tanto no pé; por isso escolhi vender coisas comestíveis, para ter uma vida mais fácil com a fiscalização; mas, ultimamente, até com este tipo de produtos eles estão pegando no pé.

AJ: E por que escolheu a região da Paulista como ponto? É só por causa do movimento ou tem algum outro motivo?

FBS: Na verdade, são dois os motivos. O primeiro, como você pode ver, é porque aqui o movimento é muito bom; segundo, comparado a outros pontos, aqui a fiscalização é bem menor, ainda que isso venha mudando nos últimos tempos. Para você ter uma idéia de como isso vem mudando, em três meses, eu perdi 12 carrinhos como esse para a fiscalização.

AJ: Pelo que você está me dizendo, a relação dos ambulantes com as autoridades responsáveis pela fiscalização é bem tensa.

FBS: Então, com a PM, nem tanto. O problema mesmo é a Guarda Civil. Vou até te dizer: tem vezes que eles facilitam, fazem vista grossa e tal, mas, nesses tempos, eles têm vindo mesmo para tomar e não tem conversa. Quando perdi os 12 carrinhos, tive um prejuízo de mais de 10 mil reais.

AJ: Você é casado? Tem filhos?

FBS: Não, não. Sou solteiro.

AJ: Com o que você ganha aqui, dá para se sustentar bem?

FBS: Sim, dá sossegado.

AJ: Quantas horas você trabalha por dia?

FBS: Mais ou menos, quatro horas por dia. Eu chego aqui por volta das 17h30 e vou embora lá para as 21h30.

AJ: E quanto você consegue vender por dia?

FBS: Depende. Num dia ruim, dá para tirar uns R$ 120,00.

AJ: Num dia bom?

FBS: Já cheguei a R$ 200,00.

AJ: Se hoje, te apresentassem uma proposta de emprego dentro da formalidade, com carteira assinada e todos os direitos, você deixaria a rua para trabalhar como assalariado?

FBS: Não, não deixaria.

 

 

 

 

 



Escrito por Adans Jefferson às 14h07
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Quem estuda tem Fome

As opções para se alimentar de quem corre atrás do diploma e o comércio lucrativo daqueles que as oferecem

 

 

A frenética rotina de quem trabalha e estuda acaba impossibilitando que as refeições sejam realizadas de forma apropriada. A alternativa para muitos universitários acaba sendo os lanches rápidos, vendidos nos diversos estabelecimentos (ambulantes ou não) que se multiplicam nas portas das faculdades.

 

Os 9.650 alunos matriculados nos cursos noturnos da Unisantanna, faculdade situada na zona norte de São Paulo, escolhem, entre dez estandes, 25 bares, 20 barraquinhas e trailers, duas lan houses e uma papelaria, onde fazer um “lanchinho”, quando a fome aperta.

 

Para o estudante de administração, Thiago Fraga, 23 anos, que, de vez em quando come nas barraquinhas, a pressa é o principal motivo para a grande procura por parte dos estudantes pelos lanches; mesma razão apontada pelos, também, estudantes Fernando Augusto e Aline Ferreira, clientes frequentes, que acham que a qualidade dos lanches servidos poderia ser melhor.

 

O comércio de alimentos ao redor da faculdade é uma atividade bastante gratificante. O vendedor de açaí e lanches naturais, Rogério Paulo da Silva, 42 anos, há seis meses no local, se diz muito satisfeito com o faturamento, com o qual consegue manter a família. A vendedora de doces, Tereza França, 51 anos, diz que o ponto é perfeito e que não o trocaria por nenhum outro.

 

Durante os anos em que durarem as graduações (ou pós-graduações), as opções para matar a fome na correria da rotina de quem trabalha e estuda continuarão a disposição dos alunos e o trabalho dos comerciantes de lanches garantido.



Escrito por Adans Jefferson às 14h01
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Os Ambulantes da Paulista

O comércio que persiste em sobreviver na avenida mais famosa do país

 

 

Um dos principais centros comerciais e financeiros do país, e um dos mais característicos cartões postais de São Paulo, a Avenida Paulista foi a primeira via da cidade a ser asfaltada, em 1909. Em imagens das primeiras décadas do século passado, é possível observar modelos de carros da época que já formavam os rotineiros congestionamentos que, até hoje, são um de seus traços marcantes. Nos anos 1960 e 1970, o espaço de circulação dos veículos foi alargado e surgiram os calçadões (recentemente reformados). A partir daí, um novo trânsito tem se intensificado na região: o de pedestres.

 

Segundo levantamento da Prefeitura, desde o término da reforma das calçadas, há sete meses, o fluxo diário de pessoas na Avenida Paulista saltou de um para 1,2 milhão - clientela em potencial para um tipo de comércio que, apesar de constantes repressões, sobrevive na região: o comércio informal.

 

O Comércio ambulante é tido como ilegal por se tratar de mercadorias de qualidade duvidosa, em alguns casos, infringir nos direitos autorias e por não gerar tributação.

 

Apesar de menos presente na Paulista do que no centro histórico, lá estão eles: senhoras vendendo bolos, sanduíches, copos com café, leite ou chá, imigrantes bolivianos vendendo toucas e cachecóis, artistas vendendo seus artesanatos, pipoqueiros, vendedores de amendoins, milho, chocolates, óculos, bijuterias, incenso e, até, Yakissoba.  

 

A locutora Patrícia Yuri Hyahira, de 26 anos, que anda pela Avenida pelo menos duas vezes na semana, acha que os ambulantes não atrapalham a passagem dos pedestres e que o que os leva a estarem na informalidade é a necessidade, opinião também compartilhada pela universitária Aliki Trevisan Ribas, 19 anos, que, além disso, diz comprar coisas nas barraquinhas dos ambulantes de vez em quando.

 

Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, para inibir o comércio ilegal, a Guarda Civil Metropolitana atua com equipes posicionadas na extensão da avenida, com atenção direcionada ao comércio regular e irregular. Além disso, há a ajuda da central de videomonitoramento, que aciona equipes de apoio, caso necessário, nas ocorrências ao longo da Avenida Paulista e adjacências.

 

As constantes operações de fiscalização são apontadas como as principais dificuldades para trabalhar pelo vendedor de amendoins e doces Fábio Cerqueira dos Santos, de 24 anos. “Em três meses, perdi 12 carrinhos, como esse”, diz. Antes de montar seus “carrinhos” ele trabalhou em empregos formais, mas, viu nas ruas uma oportunidade de ganhos melhores além da possibilidade de flexibilizar o tempo de trabalho. Com uma carga horária que varia entre quatro e seis horas por dia, Fábio, que escolheu vender produtos alimentícios por, segundo ele, serem menos visados pela fiscalização, consegue um faturamento que vai de R$ 120,00 à R$ 200,00 por dia.

 

Nem todos os produtos geram renda tão satisfatória. Segundo o vendedor de incensos Carlos Lacerda, 35 anos, para chegar a renda de R$ 500,00 mensais é necessário trabalhar a semana inteira, numa jornada de dez horas diárias.

 

No confronto constante com a Guarda Civil Metropolitana, instituição da prefeitura designada para reprimir o comércio informal, alguns artifícios são utilizados: “Normalmente, os ambulantes expõem suas mercadorias no chão, acondicionadas em sacos plásticos amarrados com barbantes, similares a um pára-quedas aberto. Quando percebem a aproximação da GCM, eles apenas puxam o barbante principal e saem correndo, sem ter que recolher toda a mercadoria, uma a uma, o que facilita a fuga. Outro artifício é oferecer as mercadorias dentro de uma mochila grande, semi-aberta, que é carregada pelo vendedor ambulante, e facilmente fechada, dificultando a identificação do vendedor, e até a comprovação da atividade irregular”, informa a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Segurança Urbana.

Dizendo-se muito constrangido pelo desgaste com a fiscalização, o vendedor de milho Michael Fernando da Silva, de 18 anos, diz que aproveitaria oportunidade para ingressar no mercado formal de trabalho: “A gente passa muita humilhação na rua; se pudesse, eu sairia sim”, diz.

Ainda segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, depois de serem devidamente recolhidas, conferidas e acondicionadas em sacos próprios, as mercadorias são lacradas, encaminhadas e entregues ao depósito da Sudema (Supervisão e Depósitos de Materiais Apreendidos). A partir daí, a armazenagem, a conservação e o destino, são de responsabilidade da Subprefeitura da Sé.

A Subprefeitura da Sé foi procurada por esta reportagem para prestar esclarecimentos sobre o destino das mercadorias apreendidas e para que se soubesse se existe em andamento alguma iniciativa da prefeitura para facilitar o ingresso dos ambulantes no mercado de trabalho formal, porém, não quis se pronunciar.

Na tradicional paisagem da Avenida Paulista, barraquinhas, caixas de isopor, e lençóis estendidos no chão estão presentes. Da próxima vez que vir um cartão postal da mais famosa avenida do país, observe com cuidado: é possível que veja, entre a multidão que passa apressada, alguns “carrinhos” na calçada.

 



Escrito por Adans Jefferson às 13h56
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A Transformação das Manhãs

 

 

O contato com a informação se insere numa rotina cada vez mais distante da que existia há alguns anos, especialmente no que diz respeito ao jornal impresso.

 

As manhãs, inicicadas com o barulho da moto do entregador de jornal e com o estardalhar do exemplar do dia no chão do quintal, não são mais as mesmas. Tampouco é possível observar os mesmos amontoados de pessoas em frente às primerias páginas dos principais jornais, expostas nas bancas, como se via num passado recente.

 

A ascenção de novas mídias - como a internet - a serviço da informação vem tomando o lugar (se é que já não tomou) do jornal impresso como uma das principais fontes de informação.

 

Arnaud Lagardère, industrial francês, dono do grupo Hachette, maior editor de revistas do mundo, com 260 títulos, “profetizou”, durante uma entrevista ao Jornal Dimanche (também de sua propriedade), que as versões impressas dos jornais atuais não suportarão mais dez anos de concorrências com as fontes de informação digitais. Para Largardère, o alto custo para manter os diários e a verba publicitária cada vez menor, sentenciam os jornais impressos ao desaparecimento em até uma década.

 

Reconhecendo a capacidade da internet de informar com muito mais velocidade, porém, acreditando na sobre-vida dos jornais impressos, o jornalista Ricardo Noblat, no livro “Como fazer um Jornal Diário”, diz que, enquanto as mídias digitais preocupam-se em informar de maneira instantânea, os diários, se contassem com a aprovação de seus donos “burros”, deveriam se ocupar do aprofundamento dos fatos, procurando satisfazer as necessidades de seus leitores.

 

Enquanto as notícias passam a ser recebidas nos celulares e lidas nas telas LCD dos computadores, a sobrevivência dos jornais impressos continua ameaçada, esperando novas alternativas que permitam que o emprego do motoqueiro entregador seja preservado.

 



Escrito por Adans Jefferson às 19h10
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Já era hora, eu acho

 

Ontem, depois de terminar as coisas mais urgentes no servico e enquanto me recuperava de dores no corpo causadas por uma forte gripe que insiste em me acompanhar há dias, num lampejo de curiosidade, resolvi procurar por coisas relacionadas a mim na internet.

Fui à página do Google (claro) e digitei "Adans Jefferson".  Para a minha surpresa, encontrei textos que escrevi para o site da Paz e Vida em alguns outros sites e blogs. Fiquei feliz por notar essa repercussão, ainda mais por saber que estes textos nem são lá essas coisas.

Os textos que escrevo falam de fé e comunhão com Alguém que é muito maior e é por Ele que algo que faço, ainda que minhas limitações fiquem notáveis, pode servir para alguma coisa e, se existe espaço na rede para tantas coisas (na verdade, ao que me parece, na rede tem espaço para tudo), então, a partir de agora, com o "Adans Jefferson Blog", também tenho meu espaço.



Escrito por Adans Jefferson às 16h39
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